Herpes: uma doença provocada por um virus que afeta 90% da população


O herpes é um vírus, denominado HSV ou herpes simples, que pode afetar diferentes partes do corpo. O mais comum, entretanto, é se manifestar na região oral, levando a lesões nos lábios. Nesse caso, leva o nome de herpes labial. Outra situação frequente é quando afeta os órgãos sexuais, recebendo o nome de herpes genital, caracterizando-se também por lesões.

Ambas as situações são bem comuns no nosso país. Sendo que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o problema afeta 90% dos brasileiros. A forma mais frequente de contágio é por meio do contato direto com pessoas com o vírus. O que nem sempre significa que existe uma lesão no corpo.

Ou seja, o vírus pode estar adormecido, já que 10% das pessoas que são acometidas pelo problema conseguem criar imunidade contra o vírus e evitar que ele mostre sintomas. Além disso, o contágio pode ocorrer através do uso de objetos contaminados. Por exemplo: talheres e copos, embora isso seja menos comum.

Já para se manifestar, o organismo precisa estar com a imunidade baixa. Contudo, apenas para o herpes e não para outros problemas. Isso quer dizer que uma pessoa pode estar aparentemente bem e mesmo assim se contaminar porque as defesas do seu sistema imune estavam fracas apenas para esse vírus.

Gripes, distúrbios digestivos e estresse são situações de risco para desencadear o problema. Sendo que após aparecer pela primeira vez, o herpes pode se tornar frequente na vida da pessoa. É possível, entretanto, controlar o problema. Mas não curá-lo. Entenda melhor cada um dos principais tipos de herpes.

Herpes genital: sintomas, contágio e tratamentos

É considerada uma DST – doença sexualmente transmissível, ou seja, o seu contágio acontece, principalmente, por meio de relações sexuais desprotegidas. Os principais sintomas se manifestam nos genitais, como:

  • Dor;
  • Feridas;
  • Coceira

Também pode haver outros sintomas, como:


  • Dor ao urinar;
  • Formigamento;
  • Infecção recorrente;
  • Linfonodos aumentados.
herpes labial e genital

Em um primeiro momento, as feridas são pequenas. Todavia, podem evoluir e se tornarem úlceras e apresentarem crostas. Depois da contaminação é fundamental buscar ajuda médica para controlar não só os sintomas como o vírus, que permanece no organismo.

Por isso, o herpes genital é uma doença crônica. Outrossim, pode durar anos ou a vida inteira, afetando homens e mulheres, de todas as idades. Mesmo assim, é importante buscar ajuda médica para controlar os sintomas e evitar que novos surtos apareçam.

Também é necessário ter relações sexuais, sejam vaginais, anais ou orais, sempre usando preservativos, tanto femininos quanto masculinos. Além das relações sexuais, outra forma de contágio é durante a gravidez, quando a mãe pode passar para o bebê o vírus. A transmissão pode ocorrer ainda durante o parto e a amamentação.

Herpes labial: sintomas, contágio e tratamentos

Além dos locais que se manifesta, outra diferença do herpes labial em relação ao genital é o seu meio de transmissão. Sendo o beijo o principal entre eles. Todavia, é possível que o contágio ocorra por conta de apertos de mão, abraços, copos compartilhados e contato com demais objetos contaminados, como maçanetas e cobertores. O sexo desprotegido também é um meio de contágio.

Quanto aos sintomas, os principais são:

  • Bolhas nos lábios, ou seja, lesões pequenas cheias de líquido;
  • Feridas nos lábios.

Também afeta homens e mulheres de todas as idades. Sendo que da mesma forma não existe cura, mas é possível controlar as suas manifestações com o tratamento certo. Por isso, é importante consular um médico para que ele faça a avaliação necessária e prescreva os medicamentos adequados.

 Redatora: Paula Cassandra Alves




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