Pages Navigation Menu

Portal de saúde e nutrição dedicado especialmente para aqueles que desejam emagrecer fazendo reeducação alimentar.

Obesidade e autoestima: como essa relação é afetada?

Obesidade é coisa séria! A prevalência de pessoas obesas, segundo dados do Ministério da Saúde é de quase 20% da população brasileira.

Juntamente com o excesso de peso vêm os problemas de saúde, entre eles: diabetes; pressão alta; aumento de colesterol e de triglicerídeos; risco de problemas cardíacos; alteração no sono; dores nas pernas e nas costas, e outros.

Não somente problemas físicos são desencadeados pela obesidade, diversos problemas emocionais são resultantes desse quadro, a baixa autoestima é o mais evidente.

obesidade-e-autoestima

Como fica a autoestima nos quadros de obesidade?

Para a pessoa obesa, o autoconceito negativo, a não aceitação do próprio corpo, vem de influências internas e externas.

A obesidade impõe uma série de limitações que nos dificultam de executar algumas simples atividades como, por exemplo, cruzar as pernas ou calçar os sapatos.

Comprar roupas novas, ou se arrumar para sair, é outro problema. É frustrante. Parece que nada fica bom.

As pessoas obesas também se privam de fazer muitas coisas, sobretudo em relação ao convívio social, pelo fato de não se aceitarem, de terem vergonha de si mesmas ou pela preocupação com a opinião dos outros.

Sim, temos que admitir que existe um julgamento da sociedade, em alguns casos até preconceito. As pessoas obesas são vistas como desleixadas, que não se cuidam e não têm força de vontade para mudar a própria situação.

Desde cedo, no ambiente escolar, a criança sofre com “brincadeiras” e apelidos, se estiver acima do peso.

Na adolescência esse problema se agrava. Por já se tratar de uma fase delicada e conflituosa, os jovens têm ainda mais dificuldades em lidar com a autoestima baixa. Lembrando também que nessa fase há o risco de práticas de bullying.

Temos que afirmar também que, muitas vezes, o próprio ambiente familiar contribui para a baixa autoestima da pessoa obesa. São pais e mãe que falam “não come isso, olha o seu tamanho, vai explodir se continuar comendo assim”.

Ou nas reuniões de família, quando vemos aquele parente “brincalhão” ou aquela tia que adora “apontar o dedo”, e surgem comentários do tipo: “nossa, como você engordou!”.

Você, leitor (a), se identifica? Já passou por situação semelhante? É, no mínimo, desagradável, não é?

Vendo assim, percebemos que existem vários obstáculos, no convívio diário, que impedem a pessoa obesa de manter sua autoestima elevada.

A visão da sociedade sobre a obesidade

Como eu disse acima, a sociedade julga a pessoa obesa como alguém que não se cuida e não se esforça para mudar. Prova disso é que sempre ouvimos aquela velha frase: “é só fechar a boca que emagrece”.

Parece tão fácil, na teoria, não é? Mas somente sabe das dificuldades, das angústias, das privações, quem já passou por isso, quem já enfrentou os problemas de ser obeso.

Quantas e quantas dietas frustradas nós fizemos, quanta fome já passamos, quantas vezes até choramos por não poder comer algo, ou por se olhar no espelho e não ver o padrão de beleza refletido.

Sim, ainda existe a beleza padronizada. As pessoas querem se mostrar politicamente corretas e dizer que isso é coisa do passado, e que todos são iguais. Mas o preconceito está aí, latente, encoberto, muitas vezes explícito.

E o julgamento popular se disfarça de preocupação com a saúde do próximo. Isso fica nítido, por exemplo, em comentários nas redes sociais. Você já viu comentários do tipo: “ah, mas tem que se cuidar sim, obesidade é doença”.

Isso não deixa de ser uma afirmação verdadeira, obesidade é uma doença, e traz inúmeros malefícios para o ser humano. Mas o que eu quero evidenciar aqui, é que a pessoa obesa raramente é vista como uma pessoa bonita. E a sociedade disfarça sua opinião, baseada num padrão de beleza, demonstrando preocupação.

A obesidade e os transtornos alimentares

Além da baixa autoestima na obesidade, diversos outros transtornos podem surgir. Depressão e ansiedade estão entre os principais, desencadeados pelo autoconceito negativo, pela desesperança, pela esquiva de contatos sociais, pela preocupação constante com a opinião dos outros, entre outros fatores.

Também é forte a correlação entre obesidade e transtornos alimentares. Claro que a autoestima baixa não é o único motivo, algumas pessoas já possuem uma predisposição para desenvolver transtornos.

Uma das desordens relacionadas à obesidade é o TCAP – Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica, caracterizado por momentos de descontrole em que ocorre um consumo excessivo de alimentos num curto período de tempo.

A bulimia é semelhante ao TCAP, com a diferença de que a pessoa recorre aos métodos compensatórios após a ingestão de alimentos, como provocar o vômito ou fazer uso de laxantes.

Já nos casos de anorexia, o apetite é reduzido ao extremo, e o consumo de alimentos é restrito ao mínimo necessário para a sobrevivência. A pessoa com anorexia, mesmo que chegue ao ponto de magreza excessiva, continua com a autoimagem distorcida e se vê acima do peso.

Os transtornos alimentares, ou de autoimagem, assim como a baixa autoestima, são desencadeados na obesidade porque temos muita autocobrança, vivemos nos culpando por não correspondermos aos padrões da sociedade, vivemos na tola expectativa de sermos aceitos pelos outros.

Cuidar da saúde, buscar o bem estar, querer se sentir mais bonita (o) é importante, é admirável, mas deve ser feito para agradar a nós mesmos e não para suprimir a opinião alheia.

Redatora: Nalva Amancio

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

%d blogueiros gostam disto: